O F.C. Porto sagrou-se campeão, com mérito, sim, e muita sorte, que bem pode agradecer a Roberto que deitou a perder todas as aspirações e esperanças dos benfiquistas.
Começou nas primeiras 2 jornadas com “frangos” nunca vistos, contra Nacional e Académica, deixando logo o Benfica a 6 pontos de diferença do primeiro classificado. Terceira jornada e Jorge Jesus cedeu ao desejo e opinião da maioria dos benfiquistas, colocando Roberto no banco, acabando por entrar a meio da primeira parte para render expulsão de Júlio César. Defendeu o penálti e parecia que a má entrada no campeonato, por parte do espanhol tinha finalmente terminado.
Chegou-se à 22ª jornada, crucial para muitas decisões, e sobretudo para não deixar o líder escapar, mas com uns pozinhos, Mossoró e Roberto, o Benfica perdeu o jogo, tornando uma missão impossível a reconquista do título (12 pontos de diferença).
Mas no jogo de Domingo, contra os dragões, era uma questão de honra a vitória.
Começou o desastre aos 9 minutos. Primeiro falha de Javí Garcia, que perdeu a bola em zona proibida, que permitiu o cruzamento de Guarín (contudo fácil), e qual não é o espanto de todos os benfiquistas quando se apercebem que a bola tinha entrado (Aposta no Moreira que representa bem a nossa camisola. 8 milhões foi demasiado!).
Contudo o Benfica não desistiu, e começou a subir no terreno de jogo, e aos 17 minutos penálti sobre Jara, e Saviola na marcação não falhou, estava reposta a igualdade no resultado.
O glorioso estava por cima, a criar boas jogadas de contra-ataque, trocando bem a bola, como o Mister Jorge Jesus diz, estava a jogar com nota artística.
Falcão recuperou a bola e em contra-ataque rápido, com a defesa do Benfica em cima, colocando-o praticamente cara-a-cara com Roberto, bastava ao guarda-redes ter saído da baliza e apanhar a bola que ficava facilmente resolvido o problema. Mas tanto esperou, que dali só deu falta, Hulk na marcação e golo. Terminada a primeira parte com o Porto em vantagem.
Recomeça a 2ª parte, sem Aimar e Jara ( já numa atitude de poupança, para o jogo de 5ªfeira com o PSV).
O Benfica agora com Peixoto e Cardozo, manteve quase sempre o controlo do jogo.
Um ou dois lances de perigo para cada lado, mas aos 70' Otamendi não deixa progredir o ataque de Cardozo e vê o segundo amarelo, ai as esperanças dos adeptos vermelhos, renasceram, estava ali a oportunidade de empatar o jogo e não deixar o Porto levar o campeonato na Luz.
Não foi bem aproveitada essa chance. E aos 86 minutos numa atitude infantil Cardozo, pontapeando Belluschi, vê vermelho directo. Ainda nos descontos remate de Nico Gaitán, que insistiu a ir ao poste, pondo todos de cabelos em pé. Ponto final no jogo.
Os dragões fizeram a festa na Luz ( já não acontecia a 71 anos), mas sem direito a iluminação ( na minha modesta opinião eles eram simplesmente corridos do estádio, fossem festejar para a terra deles).
Talvez a presença de Maxi Pereira e Carlos Martins (podemos agradecer ao selecionador que apenas poupou o jogadores do dragão) o jogo tivesse tido outro desenrolar, mas isto são apenas “ses” e não adianta arranjar desculpas.
O principal objectivo, após esta prova de honra, é a Liga Europa, onde possuímos boas oportunidades de ganhar.
Só mais um apontamento, André Villas Boas, no final do jogo, em entrevista rápida, disse que o Benfica tinha que se dar por muito contente por não ter acabado o jogo goleado, se ele quer tanto chegar aos calcanhares de Mourinho, ainda tem muito que aprender, a começar pela análise de jogo.
Até a próxima, mis amigos.
A.N.

Golo do Benfica (pénalti cobrado por Saviola)

2º Golo do Porto (pénalti cobrado por Hulk)

Emoções no final do jogo. Apoio Benfiquista acima de tudo