sexta-feira, 11 de março de 2011

Noite à Portuguesa

Noite europeia que correu na perfeição para Portugal, como se diz melhor era impossível.

Benfica, Braga e Porto saíram vitoriosos, elevando as aspirações portuguesas mais alto.

Domingos Paciência disse na antevisão do jogo com o Liverpool, que quem ganha ao Benfica ganha a qualquer equipa (de acordo), e o discurso não o atraiçoou, derrotando uma das equipas com mais história na Europa. Na minha opinião a equipa inglesa olhou para esta eliminatória com demasiada confiança, e acabou por ser traído por esse excesso, o Braga veio da vitória sobre o Benfica e sentiu-se motivado, mas nenhum destes factores retiram mérito ao triunfo e exibição dos arsenalistas de Portugal.

Este talvez tenha sido dos jogos mais personalizados dos bracarenses, apesar de terem ganho com apenas um golo, podiam ter aumentado a vantagem através de um grande pontapé de Sílvio que só parou na barra da baliza do espanhol Reina. Apesar desta vitória na bagagem, a deslocação a Anfield vai ser muito complicada, pois o Liverpool irá tentar recuperar da derrota. Mas deposito alguma confiança na equipa portuguesa.

Em relação ao jogo do F.C.Porto, não poderei ser muito precisa e concreta, pois admito que não assisti, nem me despertou qualquer interesse assistir ao jogo, apenas de referir o bom golo de Guarín, que aproveitou da melhor maneira uma boa jogada de Varela. Mas pelo que tenho lido, visto e ouvido, Helton salvou de mal maiores a equipa tripeira. Jogo debatido? Talvez. Mas o CSKA de Moscovo tem uma excelente equipa e tem muito para mostrar no dragão, prefiro esperar para ver.

Chegamos ao último jogo da noite, grandes expectativas acerca do que o glorioso iria fazer contra a equipa francesa, e este posso dizer-vos que segui com muita atenção, acho que a meio da primeira parte já ralhava mais que o J.J.

Primeiros 5 minutos e o Benfica não entrou mal na partida, com um belíssimo remate de Nico Gaitán (ao longo do jogo revelou-se muito debilitado fisicamente, desaparecendo), mas a partir daí começou o desaire. Golo do PSG, com falhas imperdoáveis da defesa, Sidnei foi mesmo o pior em campo da equipa vermelha, pois cada lance que comandava, cometia erros resultando em jogadas perigosas para equipa francesa, só salvou Roberto.

O Benfica tentou revirar o jogo, dando algum descanso aos adeptos, e aos 42 minutos grande assistência de Carlos Martins e recepção perfeita de Maxi Pereira que culminou em golo, mesmo antes de terminar a primeira parte lance na grande área do PSG, falta sobre Javí Gracia que não foi assinalada. Intervalo na Luz, recomeça a segunda parte e o Benfica decidido a dar a reviravolta no jogo, mais uma vez e Maxi Pereira em todas as jogadas, com Carlos Martins a ajudar, mas o Benfica continuava empatado com a equipa francesa. Substituição decisiva, entrada de Jara. Aos 72 minutos penálti sobre Saviola, nada assinalado, e o estádio da luz mostrou como pode ser um verdadeiro inferno e assobiou o mais que pode a decisão do árbitro Pavel. Continuo-me a questionar o porquê da continuação da presença de árbitros de baliza se para as jogadas decisivas e difíceis não tem qualquer influência.

E eis que chega o momento tão desejado, grande trabalho de bola de Jara que acaba por marcar, já provou e comprovou que tem qualidade e merece uma oportunidade como titular na equipa dos diabos vermelhos.

Final da partida vitória justíssima para a equipa da Luz, com grande destaque para Maxi Pereira que faz jus a sua alcunha “tractor”, andando praticamente com o jogo do Benfica ao colo, apoiando a directa e a esquerda, e reforçando a defesa e dando cartas no ataque, aquele coração não tem fim, e deve ser dos poucos jogadores que nem sabe o que é cansaço. A equipa da luz necessita de estar mais concentrada na deslocação a Paris, para não sofrer tanto, como sofreu em Lisboa.

Grandes oportunidades para as equipas portuguesas, mas ainda existe uma segunda mão, e o futebol é um desporto que está constantemente a surpreender-nos.

Até a próxima, mis amigos.

A.N.

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